sábado, 10 de agosto de 2019

Momotaro, o conto do menino do pessego


De acordo com a lenda, Momotarō veio à Terra dentro de um pêssego gigante, que foi encontrado flutuando em um rio por uma mulher idosa sem filhos, que estava lavando roupas lá, a mulher e seu marido descobriu a criança quando eles tentaram abrir o pêssego para comê-lo, a criança explicou que tinha sido enviado para ser seu filho, o casal chamou de Momotaro, Momo (pêssego) e Taro (menino ou filho mais velho na família), a lenda conta que Momotarō recebeu kibidango (bolinho japonês) feito de mochiko (farinha de arroz) dos pais que lhe criou e partiu para Onigashima (Ilha dos Demônios) acompanhado de um cachorro, um macaco e um faisão para eliminar os demônios.


Dependendo da fonte consultada, a lenda de Momotarō pode variar em alguns trechos,  entretanto, a cena da batalha contra os demônios, presente na segunda metade da história, permanece retratada pela grande maioria das publicações como um incentivo ao bem e punição ao mal sob a ótica de Momotarō, com relação ao seu nascimento, há versões que contam que Momotarō nasceu de um pêssego e outras que contam que um casal de velhinhos rejuvenesceu após comer um pêssego e lhe conceberam, com relação ao seu crescimento, alguns dizem que ele se tornou um trabalhador dedicado e esforçado, assim como seus pais esperavam, outros dizem que, do mesmo modo que Sannenne Tarō, ele possuía um corpo grande e forte, mas era preguiçoso e só ficava dormindo, há versões que contam que Momotarō, após ter crescido, decidiu espontaneamente começar uma jornada determinado a lutar contra os demônios de Onigashima que atormentavam o povo de seu vilarejo, outras versões contam que esta decisão não foi espontânea e que ele só fez isso porque os moradores do vilarejo e o senhor feudal lhe pediram, na partida, Momotarō recebeu kibidango de seus pais como presente de despedida, durante sua jornada, ele encontrou um cachorro, um macaco e um faisão, repartiu o kibidango com eles, e estes se tornaram seus aliados, ele vence a batalha contra os demônios de Onigashima e, por fim, retorna à casa de seus pais levando consigo os tesouros roubados pelos demônios, e vivendo felizes.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Personagens Por Cores

A ilustradora Linda Bouderbala decidiu categorizar diversos personagens de acordo com suas cores principais, criando “times” coloridos.









quinta-feira, 8 de agosto de 2019

O Alfabeto Japonês

A escrita japonesa moderna faz uso de três formas de escrita diferentes: o kanji que são ideogramas de origem chinesa e dois silabários japoneses conhecidos como hiragana e katakana. Também são utilizados os algarismos arábicos e o alfabeto latino porém não tão frequentemente como as formas anteriores. É possível representar a forma escrita da língua japonesa utilizando apenas caracteres do alfabeto latino num processo denominado romanização. Esta representação do japonês recebe a denominação Rōmaji e é utilizada principalmente pelos estrangeiros que desconhecem as três formas de escrita mais utilizadas no Japão ou pelos próprios japoneses para entrada de textos em japonês em computadores. A forma escrita do japonês pode ser completamente representada utilizando apenas os silabários hiragana e katakana juntamente com o rōmaji e grande parte das palavras também possui representação em kanji. O uso de uma forma ou outra segue sugestões de estilo, convenções e legibilidade. Quando espera-se que o leitor encontre dificuldade no entendimento dos ideogramas kanji utiliza-se um recurso denominado furigana. A escrita japonesa pode utilizar duas direções diferentes. Uma delas é cópia da forma chinesa onde os caracteres são escritos em colunas do topo para o rodapé da página, sendo as colunas ordenadas da direita para a esquerda. Outra forma é a representação em linhas escritas da esquerda para a direita indo do topo para o rodapé das páginas como no ocidente.

Hiragana


Hiragana é um dos silabários japoneses utilizados para se representar a forma escrita da língua japonesa. Utilizado principalmente em palavras que não possuem representação em ideogramas kanji ou se estes ideogramas tornarão a leitura demasiadamente difícil. Também é utilizado para representar as flexões em verbos e adjetivos bem como partículas gramaticais. Por exemplo, para escrever uma palavra trissílaba, utilizam-se três caracteres.

Katakana


Katakana é um dos silabários japoneses utilizados para se representar a forma escrita da língua japonesa. É utilizado principalmente para representar palavras estrangeiras ou de natureza científica. Também é utilizado para animais ou plantas para os quais não existam representações comuns em kanji e normalmente é usado para onomatopéias. Também possui o efeito de ênfase ao texto como na escrita em itálico.

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Kanji


Kanji é um conjunto de ideogramas de origem chinesa assimilados pelos japoneses. Cada caractere possui significado e pronúncia variáveis de acordo com o contexto no qual é aplicado. É utilizado para escrever nomes japoneses, substantivos e também representa os radicais de adjetivos e verbos. Também podem ter seu significado e leitura variado se tiverem dois ou mais kanjis juntos.

Romanji


O rōmaji é a forma de representar a forma escrita da língua japonesa através do alfabeto latino. É utilizado pelos japoneses para representar abreviaturas e palavras estrangeiras utilizadas dentro do contexto japonês. Também é utilizado em documentos, na mídia e em empresas cuja presença se estende para além do próprio Japão.